Forte chuva causa estragos e pontos de alagamento em Bauru e Marília

Um Bauru, a chuva alagou ruas e complicou ainda mais a situação de algumas erosões. O IPMet disse era previsto chover 90 milímetros em todo o mês de maio, mas esse índice já passou dos 150 milímetros. O Rio Bauru não chegou a transbordar, mas assustou pela forte correnteza.

Parte da Avenida Alfredo Maia ficou submersa. O nível da água chegou na altura das rodas de um caminhão carregado com rolos de fios. O motorista conseguiu sair pouco antes.

A água também atingiu a entrada de algumas empresas que ficam na avenida. Já na rotatória da Avenida Comendador José da Silva Martha com a José Vicente Aiello, o pneu de um carro estourou e a água entrou pelo escapamento.

Temporal causa estragos em Bauru e MaríliaTemporal causa estragos em Bauru e Marília

A água e a lama que desceram da favela São Manoel deixaram parte da Avenida Daniel Pacífico alagada. Carros, motos e pedestres cruzaram o local em meio a pedras e lixo. Na avenida Castelo Branco, o barro também causou transtornos.

No cruzamento das Avenidas Nações Unidas e Nuno de Assis, uma erosão antiga aumentou ainda mais. No final da rua Alves Seabra a chuva forte abriu uma outra erosão. Dois postes correm o risco de cair e deixar 8 mil clientes sem energia elétrica. A CPFL informou que está monitorando a situação dos postes e vai aguardar a prefeitura consertar a erosão. A Secretaria de Obras disse que vai mandar técnicos para fazer os reparos na erosão.

“Nós tivemos estragos mais em ruas sem pavimentação. Não existe registros graves, uma família que tiramos já estava na lista para tirar por conta de riscos”, explica o coordenador da defesa civil Sidney Rodrigues.

No Pronto-Socorro Central, os pacientes dividiram espaço com as goteiras. A Secretaria Saúde informou que na semana que vem vai consertar as goteiras e fazer reparos em várias unidades de saúde.

Cratera aumentou com a chuva em Bauru (Foto: Reprodução/TV TEM)

Cratera aumentou com a chuva em Bauru (Foto: Reprodução/TV TEM)

Marília

Um temporal causou estragos em Marília (SP) nesta sexta-feira (19). No centro da cidade, uma árvore não suportou a força do vento, foi arrancada pelo vento e ficou escorada no carro. Os bombeiros precisaram serrar os galhos.

Foram 60 milímetros de água, volume que representa 70% do total de chuva esperado para o mês inteiro.

Os pais das 64 crianças de um berçário da cidade tiveram que buscá-las mais cedo porque quase formou uma lagoa em frente ao portão da entrada. Os funcionários contaram que a água da chuva se acumula na rua Roque Montefusco e invade o local.

“Geralmente passa de um metro de água e entra pra todos os cômodos da unidade escolar. A água sobe, principalmente quando a escola está fechada e sobe. Hoje como tinha uma grande equipe aqui, eles conseguiram encaminhar a água para as portas do fundo”, conta a diretora do berçário Ligia Beatriz Ribeiro Manso.

A prefeitura informou que a EMEI Favo de Mel vai ser reformada e as obras devem começar em 60 dias.

No Bairro Santa Antonieta, o asfalto ficou destruído na Rua Bento de Abreu Filho. O coordenador da Defesa Civil Carlos Eduardo Salviano diz que a maior preocupação hoje em relação a Marília são as enxurradas. “Por se tratar da própria topografia da nossa cidade nós não temos problemas mais graves com enchentes e alagamentos, o que ocorre com chuvas fortes e localizadas, nós temos problemas com enxurradas, elas tendem a ocupar o desnível natural do terreno com isso trazendo grande quantidade de água e força”, explica. Fonte G1

Árvore foi arrancada pela raiz e ficou encostada em carro em Marília (Foto: Reprodução/TV TEM)

Árvore foi arrancada pela raiz e ficou encostada em carro em Marília (Foto: Reprodução/TV TEM)