Carta encontrada na P1 de Avaré revela plano para ataques durante as eleições

Foi encontrada na cela de Wesley Ferreira Sotero, o Magrelo, que cumpre pena na Penitenciária Dr. Paulo Luciano de Campos, a P1 de Avaré, uma carta da cúpula do PCC que ordena ataques a autoridades até 2 de outubro, a fim de desestabilizar as eleições.
Bases de policiamento, policiais, juízes e promotores são os principais alvos da facção e a polícia trabalha com a hipótese de que o governador Rodrigo Garcia (PSDB) também possa sofrer atentados. As informações foram divulgadas na quinta-feira, 220922.
No “salve” [como a gíria chama os bilhetes enviados pelas lideranças da facção aos seus ‘imediatos’ nos presídios] interceptado pela polícia é perguntado a Magrelo se os “irmãos de Avaré 1” estariam cientes do “plano B”. O tal plano B aparenta ser, pelo contexto, uma ação que busca cessar com algo que a facção chamou de “tiração na amarela”. Em outras palavras, seriam ‘desaforos’ ocorridos em ‘presídios federais’.
A principal hipótese é de que o maior grupo do crime organizado brasileiro esteja tendo dificuldades em trazer de volta para o Estado de São Paulo as suas lideranças que estão em presídios de segurança máxima em outros estados.
Além disso, policiais civis e militares ouvidos, defenderam que o aumento de apreensões de drogas e trabalhos de inteligência que resultam na prisão de lideranças da facção fora das cadeias, também têm irritado os criminosos.
“Vamos atacar bases [de policiamento], agentes [das polícias], juízes, promotores, e vamos atacar o governo de várias formas, porque nossa facção tem todo o suporte para o Brasil, e os amigos já falaram que se colocarmos [o plano] em prática depois do nosso aniversário [o PCC foi fundado em 31 de agosto de 1993] para afetar a eleição, a Penitenciária Federal vai abrir as pernas”, diz o trecho seguinte do ‘salve’.
As autoridades paulistas estão levando a notícia a sério. O governador Rodrigo Garcia, um dos alvos das ameaças de acordo com a linha de investigação, deixou a capital e teve a segurança redobrada após receber a notícia. Ainda não foram divulgadas a posição oficial do Estado e nem as medidas a serem adotadas em relação ao episódio. Fonte: Jornal Diário Avaré