Cetesb reprova aterros sanitários de Santa Cruz do Rio Pardo e Ourinhos

 

A Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental do Estado (Cetesb) considerou inadequados os aterros sanitários de Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo (SP). As duas cidades já foram multadas e agora correm contra o tempo pra encontrar novos locais pra depositar o lixo.

O projeto de lei já foi encaminhado para a Câmara dos vereadores de Santa Cruz do Rio Pardo. A área de 8 alqueires vai receber o lixo produzido em 11 cidades da região que fazem parte da Ummes, União dos Municípios da Média Sorocabana. “Nós vamos buscar empresas no mercado que tem interesse em fazer essa atividade e a responsabilidade das licenças ambientais é desta empresa”, diz o secretário de meio ambiente de Santa Cruz Luciano Francisco Massoca.

O novo aterro poderá receber 110 toneladas de lixo por dia. Só Santa Cruz produz 40 toneladas, e a capacidade do aterro que existe na cidade já se esgotou.

Outro município que também tem problemas com a destinação final do lixo é Ourinhos. O aterro fica bem perto da área urbana, ao lado do aeroporto, e apesar de funcionar há décadas, nunca teve autorização da Cetesb. O município assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com o Ministério Público (MP) para usar a área até o final do ano.

A cidade também faz parte da Ummes, mas segundo o superintendente do Serviço de Água e Esgoto, Ourinhos vai ter um aterro próprio. O projeto, que inclui também uma usina de reciclagem, poderá receber 90 toneladas de lixo por dia. “Nós estamos preocupados em agilizar e fazer isso na maior pressa possível. Até o final do ano espero que pelo menos a usina de reciclagem esteja pronta”, diz o superintendente SAE Aroldo Maranho.

De acordo com o gerente regional da Cetesb, os aterros de Santa Cruz e Ourinhos são considerados inadequados as duas cidades já foram multadas e recorreram. A Cetesb ainda não recebeu nenhum pedido de análise ou licença ambiental para os novos projetos, segundo o gerente regional da Cetesb de Assis, Alcides Arroyo Filho. “Os dois estão em andamento o processo, mas ainda nenhum obteve o licenciamento para a implantação de novos aterros.” Fonte G1